quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Nem sempre...

Nem sempre o que se espera chega, por vezes quando está prestes a chegar algo acontece e não aparece provocando um enorme desconforto emocional e físico podendo até ser completamente irreversível. No entanto nada justifica o desaparecimento do ser humano sem a mínima possibilidade de sobrevivência, nada deveria ir-se embora sem uma oportunidade porque nada descreve a solidão do próprio ser humano.
Nem sempre o que nos é apresentado é verdadeiro, tal como os palhaços usam máscaras, o que caminha até o ser humano pode igualmente surgir com uma máscara que esconde o verídico aspecto. quanto mais se comunica mais facilmente a informação é interpretada de formadelicadeza nula e mais facilmente surgem afastamentos das fontes das quais eram impensáveis tal acto. É apagado o ficheiro definitivamente sem qualquer tipo de solução sem saber o que reserva o próximo temporal.
Nem sempre se sabe o que se fazer quando o abismo se desmorona por completo, quando o barco fica à deriva no mar dias sem conta, quando o navio embate num icebergue, quando já nada faz mais sentido em momento algum. E então é quando tudo começa a fazer sentido, quando o abismo afinal não é tão grande ou então é quando cada vez mais tudo deixa de fazer sentido, quando o abismo é ainda maior do que o que se imagina e se está só no meio de inúmeras pessoas e no entanto continua-se só em sem sentido...
Se calhar sou mesmo ainda muito miúda sem noção da real realidade que provavelmente precisa de escolhas erradas e opções incorrectas para puder traçar um caminho fiável e seguro até ao ponto final do primeiro capítulo... Ou então sou um alguém perdido no meio do nada sem qualquer tipo de pensamento num vazio sem sentido e direcção e onde só estarei e permanecerei até não sei...

sábado, 30 de junho de 2012

Correcto ou erro?

De cabeça vazia e sem sentido, sem rumo, sem direcção é que em momentos de solidão profunda se reconsidera tudo o que se fez, tudo o que se faz e tudo o que se fará. Tudo resumido na única pergunta: será o mais correcto? E afinal faz-se o melhor? Age-se da forma mais correcta? Sempre se fará bem? No fundo nunca se saberá a resposta a tanta pergunta facilmente difícil de contestar pelo seu grau de destreza nas suas mais variadas formas. Pode ser correcto. Pode ser um erro. Pode ser tudo o que a mente humana imagina mas só uma versão será a correcta ou então um erro com o qual nem sempre se sabe lidar por mais que se esforce.
Nem sempre está sol mas também nem sempre está de chuva e nem mesmo o tempo está correcto ou errado porque nem o tempo com o passar do tempo escolhe a melhor opção. Por vezes quanto mais tempo o tempo demora mais incerto é a sua previsão e nem sempre o resultado é o mais desejado e nem sempre o sol é o mais querido entre todos. Um pouco de chuva também ensina que os dias não são todos azuis com um sol maravilhoso que nos aquece o coração e nos aconchega nos dias de mais nuvens, ensina que os dias também podem ser chuvosos e por vezes com trovoada que nos arrepiar por dentro obtendo, em alguns casos, medo de se estar só no meio da trovoada e daquele escuro todo causado pela ausência da luminosidade que desaparece à velocidade que a escuridão se aproxima.
Com o tempo aprende-se que, em algumas ocasiões, o preferível nem sempre é um sim nem o não, por vezes o melhor mesmo é um talvez, uma indecisão não é bom mas uma perdição muito menos então por vezes é a atitude mais adequada é uma indecisão. Indecisão para obter a decisão mais apropriada ao coração e à mente e nem sempre se deve dizer o sim e ficar no talvez e até mesmo no não, visto ser o mais agradável e onde é possível dar-se ao tempo que o tempo escolhe.
Dependendo das pessoas o tempo agrada ou desagrada e depois há quem seja ameno, ou seja, aproveita as duas situações. Há que aprender a conviver com as duas experiências só que nem sempre acontece isso e por vezes antes que o tempo fique duvidoso há que ignorar ou até mesmo deixar para trás tudo aquilo que no momento não está bem. Por mais que se plante e se trate nem sempre chega o amor que se tem pelas diversas etapas de uma vida. As opções são inúmeras durante o tempo de existência e nem sempre a mais fácil é a mais acertada e sim e mais difícil e dolorosa.
Como de início, aqui sentada ao som de uma melodia maravilhosa mas de cabeça vazia e sem sentido, sem rumo ou qualquer tipo de direcção e sobretudo de coração cansado de tanta agitação, a precisar de descanso mas ainda mais necessita de saber o caminho a tomar...

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Mesmo que...

Mesmo que chova há sol. Mesmo que caia há sempre como levantar. Mesmo que seque há quem regue. Mesmo que magoe há quem faça valer a pena. Mesmo que corte há como voltar a crescer. Mesmo que parta há quem fique. Mesmo quem morra há quem nasça. Mesmo doente há saúde. Mesmo que seja pesadelo há sonhos. Mesmo que chore há um sorriso escondido. Mesmo que fuja há como apanhar. Mesmo com frio há dias de calor. Mesmo em silêncio há voz. Mesmo pequeno há grandeza. Mesmo perdido/a há caminhos. Mesmo só há companhia. Mesmo triste há felicidade. Mesmo escuro há luz. Mesmo incolor há cor. Mesmo feio/a há beleza. Mesmo com ciúmes há fundamento. Mesmo inconsequente há consequências. Mesmo não olhando há vulto. Mesmo longe há contacto. Mesmo sem voz há palavras escritas. Mesmo com medo há esperança. Mesmo sendo amargo/a há doçura. Mesmo irrequieto/a há calma. Mesmo sendo ilusão há realidade. Mesmo esquecendo há recordações. Mesmo queimado há cicatrização. Mesmo longe está perto. Mesmo perdido/a nunca se está só. Mesmo imperfeito é perfeito.
Posso já ter crescido e amadurecido mas continuo a mesma criança pequena, frágil e perdida. A única diferença é que enquanto criança percorria caminhos sem fim sozinha e livremente enquanto que hoje faço-o acompanhada por um ser maravilhoso que mesmo longe está perto e dentro do coração...

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Fim de percurso e... A Escolha

Não me sinto cá, não me sinto lá, não me sinto bem, não me sinto mal, não me sinto capaz, não me sinto capaz, não me sinto incapaz, não me sinto adolescente, não me sinto mulher, não me gosto, não me vejo, não me sinto eu... Sinto-me nada... Não estou... E não sou eu nem sei o que sou... Só que a vida mostra-nos que é inacreditável como a fé nos ajuda tanto. Não vale a pena guardar rancor, ódio, raiva, nada... Basta acreditar em Deus. Não ajudará de um momento para o outro mas com o tempo, só temos de acreditar e ter fé. como sempre ouvi dizer "Deus castiga e não diz quando" e cada vez mais acredito nessa frase de tão poucas palavras e de um significado enorme. Portanto não devemos guardar sentimentos mortos que só destroem o nosso ser por dentro com o caminhar do tempo do tempo porque Deus irá encarregar-se de castigar quem um dia teve a ousadia de nos magoar. No entanto, e apesar de melhorar, ainda estou a reaprender os gostos do meu inconsciente que tende a pregar-me partidas.
Em fase de reaprendizagem há erros incompetentes que persistem a cada passo dado. No entanto o voltar a aprender nem sempre é positivo, nem sempre é a luz ao fim do túnel. A cada dia que passa o tempo fica mais nublado na incerteza da escolha entre o sol ou a chuva, entre o calor e o frio. A dúvida persiste e o coração não se contenta com o sei principal papel tentando sempre confortar-se e saciar-se com algo mais enquanto a cabeça prefere o frio e a chuva que apesar de ser inverno não haverá mágoas impossíveis de secar. Afinal o que será melhor? Verão ou Inverno? Sol ou Chuva? Calor ou Frio? Nunca ninguém disse que a escolha seria fácil nem tão pouco rápida mas sim difícil e talvez um pouco lenta. O que escolher? A vida faz-se de escolhas, possíveis verdades e possíveis mentiras, cabe a cada um saber se é verdade ou mentira. E só no fim as consequências ditarão o fim da situação.
A minha mente desfaz-se em consecutivas indecisões e escolhas com as quais não sabe lidar ao fim de tanta chuva na minha vida que já não tem noção sobre o que fazer...
Indecisão no coração! O melhor a escolher será... o quê?

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Indecisões

Cada vento que passa é mais um dia percorrido por milhares. Milhares esses que nem sempre se apoderam totalmente dessas horas e com elas os temporais indecisos entre o que fica e o que vai, entre o ser e o não ser, entre o sim e o não, entre o bem e o mal.
Divisões infinitas, que nem sempre se pode afirmar a correcta, a melhor a seguir. No fundo nunca se escolhe a opção acertada, o que se tem são consequências dessas escolhas e por mais tempo que se use para decifrar a resposta por vezes acha-se que é o perfeito e o correr dos acontecimentos por vezes encarregam-se de mostrar que o perfeito não é assim tão perfeito, bem pelo contrário, consegue ser do mais imperfeito que possa haver.
No fim as indecisões , divisões e mais, só servem para duplicar a inexistência de actos benéficos para qualquer ser existente num universo de perfeitos fragmentos partidos em pedaços imperfeitos de dupla face.
Sim ou não! Fazer ou não fazer! Certo ou errado! Bom ou mau! Perfeito ou imperfeito! Amar ou odiar! Dizer ou calar! Lutar ou decidir! Verdade ou mentira! Ficar ou ir! Sinceridade ou falsidade! Tantas escolhas à disposição do ser humano que quando pensa ser certo verá diante dos seus olhos o grande erro. Afinal o que escolher? Como se saberá ser o certo se o caminho é cheio de obstáculos que faz o físico humano cair a cada fenda? Como se aprende a escolher sem errar? É impossível saber as possíveis respostas a questões que a mente humana nunca saberá responder.
Mania minha de criar expectativas quando sei que o mundo não me surpreenderá. Quer dizer, irá fascinar-me de ilusões com as quais deixo, infantilmente, corromper o meu ser, a minha mente que já pouco me assiste nas feridas emocionais e físicas das quais não tenho cura para além infinito tempo que, de tão perfeito que é, me faz, a cada dia que passa uma mulher ainda mais imperfeita.
Devo retirar-me nos meus aposentos por temporais indeterminados visto que o meu ser actual incomoda aos demais e os agride incondicionalmente. Há que encontrar-me num retiro que nem eu mesma conheço. A caminhada me levará até ao perfeito imperfeito...

domingo, 15 de abril de 2012

Tempo

Quanto tempo é desde que se nasce até que se vai embora? Exactamente o mesmo que uma desilusão; a desilusão pode ser pequena ou grande precisamente como a vida que pode ser longa ou curta a sua passagem.
Quanto tempo demora o início de um olhar até ao seu desfecho? Claramente o mesmo que uma mentira; o olhar pode ser de longo ou curto prazo tal como a mentira e como a própria mentira o olhar pode ser mentiroso.
Quanto tempo demora o sentimento amor? Nada mais que uma lágrima; o amor pode durar muito ou até não durar tal como a lágrima que pode ser só uma simples gota ou um completo oceano e ambos podem ser falsos.
Tempo é tempo mas quanto tempo demora o tempo a passar o tempo? Verdade que é muito tempo mas no fim de tudo o que é o tempo? É chuva? É sol? São horas? São dias? Na realidade não se sabe ao certo a designação de tempo, visto ser uma palavra usada tão banalmente que no fundo não sabemos a sua veracidade.
Muito fácil falar de tempo visto que tem tanto significado, só que o tão estimado tempo pode ser um grande inimigo já que o desperdiçamos em tantas coisas triviais. Ao pensar-se com sensatez será visto que o tempo não passa de um mandado do protótipo de ser vivo. Nasce-se e por vezes com o tempo a pessoa torna-se em algo horrível. Perde-se alguém mas com o tempo sente-se ainda mais falta desse ser. Acaba-se um relacionamento só que nem sempre o tempo apaga a dor. Opera-se e as cicatrizes ficam marcadas para toda a vida. Chora-se e no fim nem sempre se vão embora, voltando ainda com mais força...
É irónico mas estou totalmente bloqueada e por mais tempo que passe não irei desbloquear desta jaula onde me encontro aprisionada dos meus sentimentos de dor e tristeza...
Só me ocorre escrever que com o tempo aprendemos que o tempo nem sempre é nosso amigo porque quanto mais queremos algo mais o tempo afasta e eu com uma ferida no coração que me corrompe cada veia deste meu corpo inútil que um dia acabará por servir de alimento aos mais pequenos e que o tempo não cura.
Não sinto que encaixe neste mundo de pequenos grandes seres vivos que permanentemente estão em atribulados despiques e onde a mente do ser humano consegue ser inexistente para as reais preocupações duma sociedade completamente abastarda pelo protótipo de ser vivo que se faz acompanhar da sua forquilha com a qual elimina quaisquer vestígios de realidade.
Então I can only say that:
I FEEL THAT I DON'T BELONG HERE!

sábado, 7 de abril de 2012

Mentira!

Em tempo incerto é tão bom fazer coisas tão comuns como nos sentarmos numa janela acompanhados pelo som de uma boa música e olhar para tudo o que nos rodeia e por breves instantes interrogamos os nosso seres sobre tudo e todos até que por fim chegamos à única conclusão possível: é tudo MENTIRA. Estamos constantemente assombrados pela mentira, tanto que por vezes acreditamos imenso nessa mentira que passamos a vê-la como uma verdade bastante credível que em situações de desespero é ao que nos apegamos... Às mentiras da vida...
É maravilhoso uma mulher dar vida a outro ser, uma flor brotar entre outras mas no fim é MENTIRA! Cada ser humano, cada vegetal, cada animal está crucificado com o mesmo desfecho... a morte; então de que vale viver? Acreditar que viver é fabuloso, se mais tarde esta passagem acaba? Se fosse assim tão fascinante viver não morreríamos, não partiríamos, não seríamos engolidos pelos inúmeros grãos de terra existentes por baixo dos nossos pés.
É espectacular quando encontramos aquela amizade que tanto queríamos, aquela pessoa que nos aceita, que sabe o melhor e o pior de nós mas mesmo assim gosta de nós mas é MENTIRA! Mais tarde ou mais cedo essa pessoa pessoa tão pessoal desilude-nos quando menos esperamos, quando mais precisamos, quando mais dizemos que está tudo bem e não está mesmo assim acredita. Aliás nunca chegamos a conhecer totalmente uma pessoa portanto calcula-se que só podemos contar connosco e só com nós mesmos e com mais ninguém. Sendo assim para quê amizades? Para quando o diálogo for escasso cada um olhar para si? Para nos desiludirmos? Se fosse algo tão bom como se pinta as amizades não acabavam como tantas terminam.
É bastante gratificante termos uma excelente memória para mais tarde recordarmos o passado mas é MENTIRA! Se fosse algo esplêndido relembrar o passado muitas pessoas ao fazê-lo não se derreteriam em lágrimas que nunca mais acabam, sendo o seu grande desejo esquecer algo anterior. feliz daqueles que sua memória é como uma luz; com o passar do tempo fica cada vez mais fraca até que se desfaz no meio da escuridão. Afinal para quê ter memória? Para passarmos anos a tentar tirar da mente o que não sai do coração? Se fosse assim tão gratificante não tentariam esquecer.
É apaixonante quando alguém está perdido de amor mas é MENTIRA! A função do coração é bombear sangue para todo o corpo e não bater mais forte e apressado só porque se vê aquele indivíduo que dizem amar. Então para quê inventar um sentimento se o desejo que se sente é devido às hormonas existentes dentro do ser humano? de que vale a nossa mente criar tal ilusão? Se fosse assim tão alucinante não haveria tanto sofrimento como vemos nos rostos de tantas pessoas.
É fenomenal pensar que temos tudo o que queremos mas é MENTIRA! Nunca teremos tudo o que ambicionamos porque quando terminar esta visita não levaremos nada connosco. Portanto só demonstra que nada temos. Nesse caso para quê tantos bens materiais se por vezes não os usamos? Se mais tarde não os levaremos? Se fosse assim tão fenomenal quando expirássemos teríamos a urna à nossa volta cheia de bens desnecessários.
É de se sentirem orgulhosos aqueles e aquelas que podem dizer que têm alguém que lhe dê um beijo, um toque, um olhar, uma palavra mas é MENTIRA! Um beijo, um toque, um olhar, uma palavra, tudo isto pode ser falso e passageiro. Nada garante que o primeiro é para ficar pois o início de tudo tem sempre um final. Tudo envelhece com o tempo e se modifica, tanto, que até deixa de existir. No fim isso tudo não é motivo de orgulho nenhum, visto que, desaparece. Sendo assim para quê tanta felicidade em torno de quatro palavras que não passam disso mesmo? Se fosse para nos sentirmos orgulhosos muitos não estariam a um canto a derramarem-se em lágrimas.
É de ficar sem palavras quando ouvimos "Amo-te" ou "Gosto muito de ti" mas é MENTIRA! O ser humano é demasiado egoísta para saber gostar quanto mais amar, o ser humano só gosta dele mesmo excluindo os outros seres existentes. Não deveríamos acreditar tão facilmente numa palavra tão forte mas que usada de forma tão banal. Afinal de que serve acreditar em algo tão trivial como a palavra "Amo-te"? Se fosse assim tão bom ninguém estaria em tantos cantos a desfazerem-se em água nem desesperados por esquecer quem alguém um dia lhe disse a palavra "Amo-te".
É de louvar certos momentos que proporcionam felicidade imediata mas é MENTIRA! Os momentos são só encontros que passam no fim de tempo, por vezes, determinado e outras vezes indeterminado mas que passa e que depois só ocupam espaço no pensamento humano. E sim, é bonito mais tarde pensar nisso mas então porque é que muitas vezes só queremos esquecer esses instantes de prazer que muitos e muitas pensam ser de ambos. Se fosse de louvar não haveria pessoas no mais alto desespero a querer uma queda de amnésia nas suas mentes.
Vamos deixar-nos de fantasias e tentemos subir até à realidade e admitir que tudo não passa de MENTIRAS e mais MENTIRAS que nos rodeiam diariamente porque pode ser verdade nascermos acompanhados mas morreremos sozinhos... Aliás como no fundo sempre tivemos... Sozinhos... E por isso...
Estou cansada de ser o que não sou e aparentar ter algo que na realidade não tenho. Farta de pequenos grandes actos que sobressaltam a minha mente a cada segundo que passa querendo odiar que, na verdade, amo. Sobretudo saturada de usar máscara palhaço quando na veracidade só quero usar a minha... Ser eu mesma...

sexta-feira, 23 de março de 2012

Porque... Se...?

Porque é que tudo é tão difícil se ao mesmo tempo pode ser tão fácil? Porque é que complicamos se nem sempre é como aparenta? Porque é que arriscamos se por vezes a recompensa é uma dose extra de solidão? Porque teremos de ver tanta desgraça se muitos não a vêem? Porque é que nascemos se mais tarde esse nascimento contemplará o fim? Porque nos alimentamos se no futuro esse mantimento não fará falta? Porque o sol brilha, dando luz aos dias dos demais, se há dias em que não aparece por causa de ele mesmo arruinar-se nas mais puras lágrimas? Porque desabrocha uma linda flor num dia maravilhoso de Primavera se no fim de dias é coberta pelas lágrimas deixados pelo sol ficando também ela deprimida? Porque é que há vários caminhos se só um deles é o correcto? Porque é que desperdiçamos as nossas vidas com um minuto de prazer se temos noção de que não voltará a ser a mesma? Porque é que somos constantemente invadidos por dúvidas se no fundo só impedem de avançar? Porque é que há tanta discriminação se somos todos iguais independentemente da cor, raça, língua, o que vestimos, como somos, etc? Porque é que questionamos tudo e todos se afinal sabemos as respostas? Porque será que damos tanta importância às novelas e ao cinema se são só pessoas a interpretar papéis dando vida a pessoas inexistentes? Porque é que dizemos tantas vezes a palavra "Amo-te" se maior parte das vezes não é esse o sentimento que predomina mas que é algo usado de forma tão banal? Porque é que temos enormes porções de medo se é um sentimento psicológico? Porque é que estudámos se nem sempre usufruímos dessa aprendizagem? Porque somos constantemente controlados pelas emoções se a parte racional do ser humano é a cabeça? Porque é que o sofrimento, por diversas vezes, é transformado numa dor sentida pelo corpo se é só um sentimento? Porque simulamos sermos fortes se na realidade aterramos no chão de tanta lágrima que habita no nosso corpo? Porque é que nos desiludimos se sabemos que não deveríamos ter criado espectativas? Porque pensamos sempre no mesmo se há consciência que teremos de esquecer? Porque é que dói tanto se a dor é algo do foro psicológico? Porque discutimos em doses excessivas se assim não haverá entendimento possível? Porque corremos se não temos intenção de chegar a algum lado? Porque é que remamos contra a maré se não podemos competir com o mar? Porque olhamos tanto se o que queremos ver está do outro lado do mundo? Porque é que existe a distância se em poucas horas ela desaparece? Porque é que existe a saudade se mais tarde poderemos estar com a causa da saudade? Porque nos esforçamos imenso se depois não teremos sucesso? Porque é que descrevemos a nossa personalidade e o nosso psicológico se nem nós mesmos nos conhecemos? Porque desistimos tão facilmente se primeiro deveríamos tentar? Porque é que pequenas gotas de água, que escorregam das nuvens até nós, fazem estragos enorme se simplesmente são pequeníssimas gotinhas de água? Porque deixamos de dar valor aos pequenos gestos se são eles que devem ser valorizados? Porque é que sorrimos se o que mais queremos é chorar? Porque partimos se o que carecemos é ficar? Porque temos de acertar se é altura de errar? Porque é que usamos as pessoas se deveríamos usar objectos? Porque julgamos os outros se antes haveríamos de saber os motivos? Porque é que não consigo esquecer se é o que mais desejo? Porque fazemos exactamente o oposto do que deveríamos fazer? Porque por inúmeras vezes agimos quando o melhor era sentir e sentimos quando o adequado era agir? Porque é que por medo fazemos o contrário do que, por vezes, sentimos e sabemos? Porquê tantos porquês se muitas vezes temos as respostas mesmo à nossa frente?
Tantas questões pertinentes às quais nem sempre existem respostas. Ou melhor existem mas são de todo desconhecidas tais informações preciosas aos olhos do ser humano.

domingo, 18 de março de 2012

Verdade ou Ilusão

O céu é azul mas por vezes esconde-se por entre as nuvens ficando com nevoeiro. A terra tem lindas paisagens repletas de beleza natural mas por vezes é arrancada a sangue frio mostrando depois um ambiente paupérrimo e devastado. O amor é, para muitos, o melhor sentimento de todos mas por vezes a oportunidade é perdida dando lugar à tristeza e solidão. A beleza interior é o mais importante mas por vezes o essencial é o que está à vista de todos deixando muitas pessoas no canto. O sol brilha intensamente mas por vezes desfaz-se em pequenas gotas de água que caem abundantemente durante dias a fio. Pequenos gestos são os mais valorizados mas por vezes são os mais desprezados cedendo o lugar a grandes gestos. A vida é extremamente difícil mas há sempre quem a torne mais fácil com provas mínimas. Tudo isto será verdade ou simplesmente uma pura ilusão de óptica e de sentimentos? Não serão hormonas a trabalhar juntamente com os neurónios a provocarem tal realidade? Com que certezas podemos afirmar que é a mente humana que controla o corpo e não o oposto? Provavelmente são os dois...
É deveras surpreendente a forma como se vive nos dias de hoje. A facilidade como se envolvem dois corpos numa fracção de segundos só para uns minutos de satisfação pessoal sem se importar com a outra pessoa. Nem sempre a vida corre como o indivíduo sonha e por vezes a queda é tão grande que fica tão ligado à superfície terrestre que o levantar é algo complexo de realizar. Satisfação pessoal insatisfeita, sonhos aterrorizados por pesadelos reais, sorrisos naturais transformados em sorrisos palhaço, olhares perfeitos seguidos de olhares chuvosos, relações afectivas destruídas por mão do ser humano, momentos profundos presos na memória que se deixam absorver pela recordação provocando amnésia total de outras vivências.
De facto a vida nunca é como se imagina e por vezes a maior desilusão é a nível afectivo cujo sentimento nem sempre é verdadeiro por parte da pessoa com quem se conquistou laços de apego corporal e sentimental. No entanto o pensamento está sempre no indivíduo por mais doloroso que seja relembrar instantes deliciosos mas que perdidos pelos caminhos da vida.
Não sou tão forte como queria ou até mesmo como aparento e lamento tal facto mas agora só careço do meu canto para puder chorar tudo aquilo que o peito já não suporta.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Sempre o mesmo

É sempre o mesmo e nunca irá mudar. Palavras proferidas. Sentimentos vividos e passados. Pensamentos certos e errados. Sorrisos forçados e naturais. Lágrimas espontâneas.
Talvez seja melhor mesmo ficar-se no cantinho de luz apagada e a cada fenda encurralá-la com um pouco de tecido escuro pelo qual deixará de se ver qualquer tipo abertura visível a olhos vistos. De nada vale iluminar o dia se à noite virá tal escuridão que dificilmente se dissipa com um pouco de luz. Provavelmente seria melhor passar a ser tudo escuro onde ninguém é ninguém e onde não há conhecimento possível a qualquer olho. Onde a luz nunca será precisa porque não seria agradável a vista que se veria mesmo diante de todos os olhares.
Lugar esse onde não haveria tempo para pensar e talvez não tropeçar tanto na calçada que teima em fazer cair cada indivíduo que a tente passar, pisando-a e rebaixando-a como se não houvesse amanhã. Sem tempo para conflitos errados que só dão em nada e só fazem perder tempo daquele pequeno relógio que não vê a sua hora de ter algum repouso. Sem tempo para controlos indevidos que só atrasam a caminhada privada não deixando percorrer o seu verdadeiro caminho.
No fim de contas não vale a pena ter minúsculos rasgos de luz que só farão uma imagem negativa do que nasce em cada pensamento. Nunca se terá uma pequena luz que mostre verdadeiramente a realidade e onde se possa seguir o caminho certo e chegar ao fecho satisfeito por ter ultrapassado todos os caminhos repletos de pedras.
Talvez seja melhor assim...