Para quê confiar se desilude sempre? Para quê deixar entrar quando mais valia deixa a porta fechada? Por mais explicações que haja nunca há uma correcta para cada caso. Nunca deveria ter entrado assim, nunca deveria ter deixado permanecer aquela pequena luz, deveria ter fechado por completo a porta.
De dia p'ra dia entende-se menos, de dia p'ra dia confunde-se mais e de dia p'ra dia deixa-se de acreditar... Acreditar esse que nunca deveria ter existo para mais tarde não haver desilusão nem arrependimento...
Dúvidas surgem por qualquer coisas, dúvidas que nem com o tempo passam, dúvidas que permanecem e corrompe uma vida inteira e por mais que se tente acreditar não dá, não se consegue talvez por palavras magoarem demais e a solução é só uma. Começar a fechar novamente essa porta que por engano se abriu demasiado e acabar com esse caminho já conquistado recomeçando um novo. Melhor assim... não há mais desilusões e arrependimentos...
Simplesmente a confusão não acaba e as dúvidas surgem cada vez mais e não há palavra em que se acredite, nem beijo, nem toque. Não há nada...
Nunca se deve depositar confiança em algo desconhecido porque mais tarde o arrependimento invade com tanta força que deita por terra tudo feito até à data... Foi tudo uma simples ilusão de óptima como tantas outras e as consequências foram tão inesperadas...
A confusão é tão controladora e tão devastadora, que já não se sabe no que acreditar ou melhor desconfia-se de tudo e não há possibilidades de acreditar em mais nada, só no que se viu e é aí que se toma a decisão de fechar a porta para sempre ou então fechá-la de forma a mais nada entrar nem sequer bater... É assim que deve permanecer essa porta, fechada e trancada sem oportunidade de se romper...
Começou, evoluiu, destroçou e agora acabou... Por muito ou pouco tempo? Não se sabe... Por agora terminou até à recuperação total... Será que haverá algum dia? Só o tempo o dirá...
sexta-feira, 15 de abril de 2011
terça-feira, 12 de abril de 2011
Escuridão
De que vale falar se ninguém ouve? De que vale chorar se ninguém seca as lágrimas? De que vale querer fugir se ninguém vai atrás? De que vale ter amizades se no fim só apunhalam por trás?
Tudo vale tudo e nada vale nada. A melhor amizade é e será sempre a solidão. O refúgio de qualquer pessoa passa pela solidão onde se é dono de tudo e de nada, onde se chora e ninguém vê, onde se foge e ninguém apanha e onde as amizades ficam do lado de fora da porta.
Tudo se resume a isso mesmo solidão onde a amizade é ela mesma e a escuridão. Escuridão essa que nos envolve no seu manto negro e nos aconchega dia e noite e onde nunca estamos sós...
Aí e que se sente bem... Aí o seu verdadeiro lar... Aí descansa em paz dos de fora e pior... dos de dentro... Escuridão essa que se quer ficar com ela no seu manto até deixar de existir...
Tudo vale tudo e nada vale nada. A melhor amizade é e será sempre a solidão. O refúgio de qualquer pessoa passa pela solidão onde se é dono de tudo e de nada, onde se chora e ninguém vê, onde se foge e ninguém apanha e onde as amizades ficam do lado de fora da porta.
Tudo se resume a isso mesmo solidão onde a amizade é ela mesma e a escuridão. Escuridão essa que nos envolve no seu manto negro e nos aconchega dia e noite e onde nunca estamos sós...
Aí e que se sente bem... Aí o seu verdadeiro lar... Aí descansa em paz dos de fora e pior... dos de dentro... Escuridão essa que se quer ficar com ela no seu manto até deixar de existir...
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Mar
Tudo o que fiz e o que não fiz. Tudo o que disse e o que não disse. Tudo o que deixei e o que não deixei. Tudo o que pensei e o que não pensei.
Nada é como era... ou como foi... Nem nunca será como se imagina... Só piora de dia para dia... Nada por nada... Nada por ninguém... Nada...
Querer fugir para longe, bem longe, de tudo, de todos e ao mesmo tempo de nada. Sonhar por algo que não existe nem por ninguém...
Apetecer envolvimentos com o mar e bem profundos tal como é... Desistir de chegar ao céu, pois, a queda será enorme e não há preparação alguma... Mergulhar bem fundo até às profundezas do oceano... Descer até bater e esquecer...
Entrar noutra superfície... Um local calmo e sereno onde possa ficar e descansar eternamente com a brisa suave do vento e a maresia do mar perto de mim para assim as ondas me envolverem no seu berço e me aconchegarem até chegar à noite e me perder na imensidão que é o oceano, calmo e sereno...
Nada é como era... ou como foi... Nem nunca será como se imagina... Só piora de dia para dia... Nada por nada... Nada por ninguém... Nada...
Querer fugir para longe, bem longe, de tudo, de todos e ao mesmo tempo de nada. Sonhar por algo que não existe nem por ninguém...
Apetecer envolvimentos com o mar e bem profundos tal como é... Desistir de chegar ao céu, pois, a queda será enorme e não há preparação alguma... Mergulhar bem fundo até às profundezas do oceano... Descer até bater e esquecer...
Entrar noutra superfície... Um local calmo e sereno onde possa ficar e descansar eternamente com a brisa suave do vento e a maresia do mar perto de mim para assim as ondas me envolverem no seu berço e me aconchegarem até chegar à noite e me perder na imensidão que é o oceano, calmo e sereno...
Sentimentos
Por mais caminhos que haja todos iremos passar pelo mesmo caminho, nem que seja uma única vez. O caminho da paixão, do amor e da felicidade. São sentimentos que podemos ter várias vezes nas nossas vidas mas a cada pessoa o sentimento torna-se mais forte até que queremos a pessoa tanto que não suportamos a ausência nem a distância, seja grande ou pequena. A paixão ou o amor não se sente só quando a vivemos de perto também se sente quando a vivemos de longe e por vezes é muito melhor de longe.
É algo tão real e ao mesmo tempo parece um sonho que se vive, um sonho lindo onde fazemos o que queremos e com quem queremos. Tanto a paixão e o amor são duas palavras com significados múltiplos, é algo quase impossível de descrever ou mesmo impossível porque não se descreve mas sim sente-se apesar de palavras com significados um pouco diferentes. Paixão é algo sentida naquele momento que até pode durar, nunca se sabe, e pode ir embora facilmente. O amor é algo verdadeiro, puro. Algo completamente indescritível que por mais que se tente explicar não se consegue só numa palavra. Algo assombroso e maravilhoso. Feio e bonito. Amargo e doce. Frio e quente. Amor dura não passa como o tempo nem com simples dias leva mais que dias e meses e por vezes até anos.
Acompanhando a paixão e o amor vem sempre a felicidade. Algo igualmente deslumbrante que faz com que a vida não parece tão difícil, tão dura, tão cruel. Sentimentos tão naturais, tão bons mas que tanto provocam alegria como tristeza e mágoa. É tão fácil como se começa a amar que nem dá para acreditar. Basta um simples olhar, um simples sorriso, uma simples palavra, uma simples mensagem, um simples toque, um simples pensamento. Quando menos esperamos bate à porta e por vezes dá alegrias e outras tristezas mas se fosse fácil não valia a pena. Algo tão espontâneo que nos faz andar a sonhar dia e noite, em terra e no céu, tanto, que passamos mais tempo nas nuvens e na lua do que na vida real. Faz-nos cometer por vezes loucuras boas e por vezes más mas é o que se quer naquele momento. Simplesmente viver. Viver um instante, um momento, uma recordação para mais tarde, uma oportunidade mas sobretudo viver algo bom. Por mais que se escreva ou se diga nunca se chega a uma conclusão sobre o amor pois é um sentimento tão único, tão grande que incapacita qualquer pessoa de o descrever mas apesar disso deixa sentir. Amor. Algo tão fácil e tão complexo. Um sentimento que se encontra onde menos esperamos e nunca sabemos se acaba bem ou mal…
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