Posso já ter crescido e amadurecido mas continuo a mesma criança pequena, frágil e perdida. A única diferença é que enquanto criança percorria caminhos sem fim sozinha e livremente enquanto que hoje faço-o acompanhada por um ser maravilhoso que mesmo longe está perto e dentro do coração...
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Mesmo que...
Mesmo que chova há sol. Mesmo que caia há sempre como levantar. Mesmo que seque há quem regue. Mesmo que magoe há quem faça valer a pena. Mesmo que corte há como voltar a crescer. Mesmo que parta há quem fique. Mesmo quem morra há quem nasça. Mesmo doente há saúde. Mesmo que seja pesadelo há sonhos. Mesmo que chore há um sorriso escondido. Mesmo que fuja há como apanhar. Mesmo com frio há dias de calor. Mesmo em silêncio há voz. Mesmo pequeno há grandeza. Mesmo perdido/a há caminhos. Mesmo só há companhia. Mesmo triste há felicidade. Mesmo escuro há luz. Mesmo incolor há cor. Mesmo feio/a há beleza. Mesmo com ciúmes há fundamento. Mesmo inconsequente há consequências. Mesmo não olhando há vulto. Mesmo longe há contacto. Mesmo sem voz há palavras escritas. Mesmo com medo há esperança. Mesmo sendo amargo/a há doçura. Mesmo irrequieto/a há calma. Mesmo sendo ilusão há realidade. Mesmo esquecendo há recordações. Mesmo queimado há cicatrização. Mesmo longe está perto. Mesmo perdido/a nunca se está só. Mesmo imperfeito é perfeito.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Fim de percurso e... A Escolha
Não me sinto cá, não me sinto lá, não me sinto bem, não me sinto mal, não me sinto capaz, não me sinto capaz, não me sinto incapaz, não me sinto adolescente, não me sinto mulher, não me gosto, não me vejo, não me sinto eu... Sinto-me nada... Não estou... E não sou eu nem sei o que sou... Só que a vida mostra-nos que é inacreditável como a fé nos ajuda tanto. Não vale a pena guardar rancor, ódio, raiva, nada... Basta acreditar em Deus. Não ajudará de um momento para o outro mas com o tempo, só temos de acreditar e ter fé. como sempre ouvi dizer "Deus castiga e não diz quando" e cada vez mais acredito nessa frase de tão poucas palavras e de um significado enorme. Portanto não devemos guardar sentimentos mortos que só destroem o nosso ser por dentro com o caminhar do tempo do tempo porque Deus irá encarregar-se de castigar quem um dia teve a ousadia de nos magoar. No entanto, e apesar de melhorar, ainda estou a reaprender os gostos do meu inconsciente que tende a pregar-me partidas.
Em fase de reaprendizagem há erros incompetentes que persistem a cada passo dado. No entanto o voltar a aprender nem sempre é positivo, nem sempre é a luz ao fim do túnel. A cada dia que passa o tempo fica mais nublado na incerteza da escolha entre o sol ou a chuva, entre o calor e o frio. A dúvida persiste e o coração não se contenta com o sei principal papel tentando sempre confortar-se e saciar-se com algo mais enquanto a cabeça prefere o frio e a chuva que apesar de ser inverno não haverá mágoas impossíveis de secar. Afinal o que será melhor? Verão ou Inverno? Sol ou Chuva? Calor ou Frio? Nunca ninguém disse que a escolha seria fácil nem tão pouco rápida mas sim difícil e talvez um pouco lenta. O que escolher? A vida faz-se de escolhas, possíveis verdades e possíveis mentiras, cabe a cada um saber se é verdade ou mentira. E só no fim as consequências ditarão o fim da situação.
A minha mente desfaz-se em consecutivas indecisões e escolhas com as quais não sabe lidar ao fim de tanta chuva na minha vida que já não tem noção sobre o que fazer...
Indecisão no coração! O melhor a escolher será... o quê?
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Indecisões
Cada vento que passa é mais um dia percorrido por milhares. Milhares esses que nem sempre se apoderam totalmente dessas horas e com elas os temporais indecisos entre o que fica e o que vai, entre o ser e o não ser, entre o sim e o não, entre o bem e o mal.
Divisões infinitas, que nem sempre se pode afirmar a correcta, a melhor a seguir. No fundo nunca se escolhe a opção acertada, o que se tem são consequências dessas escolhas e por mais tempo que se use para decifrar a resposta por vezes acha-se que é o perfeito e o correr dos acontecimentos por vezes encarregam-se de mostrar que o perfeito não é assim tão perfeito, bem pelo contrário, consegue ser do mais imperfeito que possa haver.
No fim as indecisões , divisões e mais, só servem para duplicar a inexistência de actos benéficos para qualquer ser existente num universo de perfeitos fragmentos partidos em pedaços imperfeitos de dupla face.
Sim ou não! Fazer ou não fazer! Certo ou errado! Bom ou mau! Perfeito ou imperfeito! Amar ou odiar! Dizer ou calar! Lutar ou decidir! Verdade ou mentira! Ficar ou ir! Sinceridade ou falsidade! Tantas escolhas à disposição do ser humano que quando pensa ser certo verá diante dos seus olhos o grande erro. Afinal o que escolher? Como se saberá ser o certo se o caminho é cheio de obstáculos que faz o físico humano cair a cada fenda? Como se aprende a escolher sem errar? É impossível saber as possíveis respostas a questões que a mente humana nunca saberá responder.
Mania minha de criar expectativas quando sei que o mundo não me surpreenderá. Quer dizer, irá fascinar-me de ilusões com as quais deixo, infantilmente, corromper o meu ser, a minha mente que já pouco me assiste nas feridas emocionais e físicas das quais não tenho cura para além infinito tempo que, de tão perfeito que é, me faz, a cada dia que passa uma mulher ainda mais imperfeita.
Devo retirar-me nos meus aposentos por temporais indeterminados visto que o meu ser actual incomoda aos demais e os agride incondicionalmente. Há que encontrar-me num retiro que nem eu mesma conheço. A caminhada me levará até ao perfeito imperfeito...
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