sábado, 30 de junho de 2012

Correcto ou erro?

De cabeça vazia e sem sentido, sem rumo, sem direcção é que em momentos de solidão profunda se reconsidera tudo o que se fez, tudo o que se faz e tudo o que se fará. Tudo resumido na única pergunta: será o mais correcto? E afinal faz-se o melhor? Age-se da forma mais correcta? Sempre se fará bem? No fundo nunca se saberá a resposta a tanta pergunta facilmente difícil de contestar pelo seu grau de destreza nas suas mais variadas formas. Pode ser correcto. Pode ser um erro. Pode ser tudo o que a mente humana imagina mas só uma versão será a correcta ou então um erro com o qual nem sempre se sabe lidar por mais que se esforce.
Nem sempre está sol mas também nem sempre está de chuva e nem mesmo o tempo está correcto ou errado porque nem o tempo com o passar do tempo escolhe a melhor opção. Por vezes quanto mais tempo o tempo demora mais incerto é a sua previsão e nem sempre o resultado é o mais desejado e nem sempre o sol é o mais querido entre todos. Um pouco de chuva também ensina que os dias não são todos azuis com um sol maravilhoso que nos aquece o coração e nos aconchega nos dias de mais nuvens, ensina que os dias também podem ser chuvosos e por vezes com trovoada que nos arrepiar por dentro obtendo, em alguns casos, medo de se estar só no meio da trovoada e daquele escuro todo causado pela ausência da luminosidade que desaparece à velocidade que a escuridão se aproxima.
Com o tempo aprende-se que, em algumas ocasiões, o preferível nem sempre é um sim nem o não, por vezes o melhor mesmo é um talvez, uma indecisão não é bom mas uma perdição muito menos então por vezes é a atitude mais adequada é uma indecisão. Indecisão para obter a decisão mais apropriada ao coração e à mente e nem sempre se deve dizer o sim e ficar no talvez e até mesmo no não, visto ser o mais agradável e onde é possível dar-se ao tempo que o tempo escolhe.
Dependendo das pessoas o tempo agrada ou desagrada e depois há quem seja ameno, ou seja, aproveita as duas situações. Há que aprender a conviver com as duas experiências só que nem sempre acontece isso e por vezes antes que o tempo fique duvidoso há que ignorar ou até mesmo deixar para trás tudo aquilo que no momento não está bem. Por mais que se plante e se trate nem sempre chega o amor que se tem pelas diversas etapas de uma vida. As opções são inúmeras durante o tempo de existência e nem sempre a mais fácil é a mais acertada e sim e mais difícil e dolorosa.
Como de início, aqui sentada ao som de uma melodia maravilhosa mas de cabeça vazia e sem sentido, sem rumo ou qualquer tipo de direcção e sobretudo de coração cansado de tanta agitação, a precisar de descanso mas ainda mais necessita de saber o caminho a tomar...

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