Todos na vida em algum dia, algum momento, em alguma ocasião, em alguma carência, seja o que for procura algo. Há quem saiba o que procura e há quem procure o desconhecido. Mas será que realmente o que se procura faz falta? Por vezes nem sempre o que se procura faz falta, só se faz por capricho ou ambição. Não se condena quem o faz por essas razões ou quaisquer outras mas será o mais correcto? Não se deve primeiro satisfazer-se com o que se tem? Será que se deve procurar? Na realidade nunca se saberá o que se procura na vida faz verdadeiramente falta para a felicidade de cada ser humano.
Procura-se fama, por vezes, por ser o caminho mais fácil mas nem sempre o mais correcto. Procura-se cada vez mais mil e um trabalhos para se ganhar mais dinheiro mas esquecem-se é que o dinheiro não é tudo. Procura-se subir na vida pisando milhares de pessoas quando o mais acertado deveria subir por mérito próprio. Procura-se amizade verdadeira mas maior parte dos humanos parecem ter duas faces. Procura-se um amor para o resto da vida mas não fazem nada para manter esse amor, bem pelo contrário, por vezes só repetem vezes sem conta o mesmo erro. Procura-se o "para sempre" só que não se faz para durar "para sempre". Procura-se um enorme sorriso mas não se dá valor aos sorrisos mais pequenas, por vezes mais vale um sorriso pequeno e sincero do que um enorme e falso. Procura-se ter tempo mas não se faz para ter esse tempo. Procura-se aquela luz ao fundo do túnel mas é a própria pessoa que se impede de lá chegar. Procura-se a felicidade mas nem sempre se deve procurar, aliás quanto mais se procura, por vezes, mais se erra. Procura-se tentar andar mas realidade constrói-se muros para não deixar caminhar. Procura-se agradar a tudo e todos quando na realidade se deveria agradar a si mesmo/a. Procura-se o calor mas têm-se o coração mais gelado que um cubo de gelo. Procura-se ver mas a própria pessoa é que se cega. Procura-se tudo quando na realidade não se procura nada...
Mais uma vez aqui me encontro à procura de tudo e de nada e onde tenho tudo e nada. Mas será que devo procurar o que, mais tarde ou mais cedo, a mim virá ter sem esperar? Sei o que procuro mas será que precisarei verdadeiramente disso? Talvez o que sei não é o suficiente para chegar onde quero e procurar o desconhecido ou então já sei tudo e ao mesmo tempo não sei nada. O que sei e para que servirá esses conhecimentos só o tempo me dirá... Mas será que precisamos o que procuramos ou será só por mero capricho e ambição?
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Começo e Fim!!!
Tudo o que começa, acaba. Tudo o que vive, morre. Tudo o que floresce, murcha. Tudo o que fica, vai embora. Tudo o que anda, cai. Tudo o que sobe, desce. Tudo o que fascina, perde o encanto. Tudo o que dá luz, outrora chuvisca intensamente. Tudo o que vê, cega. Tudo o que chega, parte. Tudo o que intacto, quebra. Tudo o que ri, chora. Tudo o que passa outrora faz falta. E nem sempre tudo o que vai embora, obrigatoriamente, tem que deixar um vazio. E nem tudo o que parece correcto é o mais fiável. E o que se pensa ser o melhor por vezes é o oposto. E nem sempre o que se pensa ser mais maduro o é, por vezes por mais maduro que se pense ser há sempre algo que faz recuar e ponderar, ficar exactamente onde se começou. Afinal a terra é redonda, por mais voltas que se dê irá sempre parar-se onde se iniciou a escolha. E onde tudo começa tudo acaba.
Na verdade todos querem arranjar um culpado para a perda. Uns culpam Deus, outros a vida e ainda há quem culpe o mundo inteiro quando na realidade a culpa é somente da pessoa. Então quem tem culpa do quê? Se se pensar bem por vezes a chamada culpa é só da pessoa e de mais ninguém. Ora bem, há quem discorde mas, por exemplo, o fim de um relacionamento, culpam-se sempre um ao outro quando a culpa é dos dois. O fim de uma amizade, aí também culpam o outro mas não se pensa que igualmente terá culpa, ou mais ou menos tem-se, só que fica-se tão cego que só se culpa a outra pessoa. No fundo cada uma das pessoas tem sempre uma ponta de culpa, só não assume. E quem culpa a vida por isso mesmo só vem a provar que não sabe que cada decisão, cada escolha que se toma tem consequências, por vezes boas e outras vezes menos boas. Afinal de que ser culpar os outros quando a única pessoa que se deve culpar é a si mesmo? Pois, a VIDA surpreende cada pessoa...
À vida só se tem que agradecer, agradecer ela ensinar, da melhor ou da pior maneira, o que não se quer ver nem acreditar porque nem sempre se conhece com quem se convive diariamente. É esquisito pensar nisso mas é verdade, pode-se pensar que se conhece uma pessoa mas a vida encarrega-se de mostrar sempre quem é quem por mais dura que seja essa verdade. Passa-se tempos infinitos com a pessoa e confia-se segredos que mais tarde vê-se que foi um erro. Sim, é um completo erro confiar em quem se pensa conhecer porque no fim sabe-se sempre tudo. Só que ao saber tudo nem sempre se respira de alívio, algumas vezes fica-se com um vazio difícil de preencher por mais que se tente...
Tão cheia e tão vazia de mim mesma que me falta encontrar o equilíbrio perfeito entre ambos. Para quê não sei mas talvez para ser mais EU sem ter que levar em conta as críticas dos outros. Afinal de tanto cair aprendemos a, depois de levantar, derrubar quem nos tente demolir. E de tanto ouvir aprendemos a tornar-nos mais fortes emocionalmente e a fortalecer o EU para quem experimentar falar por nós, rir por nós, VIVER por nós. E quando se tem as ideias em ordem onde tudo fica esclarecido na nossa cabeça e sabemos quem somos ninguém se aproximará nem nos deterá de fazer o que queremos.
EU SOU ASSIM. E nunca devemos esquecer quem somos porque quem gosta realmente de nós aceita-nos tal como somos. EU SOU ASSIM E NÃO MUDAREI. Não me esquecerei apesar de com o tempo crescer e amadurecer, o que é necessário, mas não esquecerei de mais importante: EU!
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