Talvez seja melhor mesmo ficar-se no cantinho de luz apagada e a cada fenda encurralá-la com um pouco de tecido escuro pelo qual deixará de se ver qualquer tipo abertura visível a olhos vistos. De nada vale iluminar o dia se à noite virá tal escuridão que dificilmente se dissipa com um pouco de luz. Provavelmente seria melhor passar a ser tudo escuro onde ninguém é ninguém e onde não há conhecimento possível a qualquer olho. Onde a luz nunca será precisa porque não seria agradável a vista que se veria mesmo diante de todos os olhares.
Lugar esse onde não haveria tempo para pensar e talvez não tropeçar tanto na calçada que teima em fazer cair cada indivíduo que a tente passar, pisando-a e rebaixando-a como se não houvesse amanhã. Sem tempo para conflitos errados que só dão em nada e só fazem perder tempo daquele pequeno relógio que não vê a sua hora de ter algum repouso. Sem tempo para controlos indevidos que só atrasam a caminhada privada não deixando percorrer o seu verdadeiro caminho.
No fim de contas não vale a pena ter minúsculos rasgos de luz que só farão uma imagem negativa do que nasce em cada pensamento. Nunca se terá uma pequena luz que mostre verdadeiramente a realidade e onde se possa seguir o caminho certo e chegar ao fecho satisfeito por ter ultrapassado todos os caminhos repletos de pedras.
Talvez seja melhor assim...