Divisões infinitas, que nem sempre se pode afirmar a correcta, a melhor a seguir. No fundo nunca se escolhe a opção acertada, o que se tem são consequências dessas escolhas e por mais tempo que se use para decifrar a resposta por vezes acha-se que é o perfeito e o correr dos acontecimentos por vezes encarregam-se de mostrar que o perfeito não é assim tão perfeito, bem pelo contrário, consegue ser do mais imperfeito que possa haver.
No fim as indecisões , divisões e mais, só servem para duplicar a inexistência de actos benéficos para qualquer ser existente num universo de perfeitos fragmentos partidos em pedaços imperfeitos de dupla face.
Sim ou não! Fazer ou não fazer! Certo ou errado! Bom ou mau! Perfeito ou imperfeito! Amar ou odiar! Dizer ou calar! Lutar ou decidir! Verdade ou mentira! Ficar ou ir! Sinceridade ou falsidade! Tantas escolhas à disposição do ser humano que quando pensa ser certo verá diante dos seus olhos o grande erro. Afinal o que escolher? Como se saberá ser o certo se o caminho é cheio de obstáculos que faz o físico humano cair a cada fenda? Como se aprende a escolher sem errar? É impossível saber as possíveis respostas a questões que a mente humana nunca saberá responder.
Mania minha de criar expectativas quando sei que o mundo não me surpreenderá. Quer dizer, irá fascinar-me de ilusões com as quais deixo, infantilmente, corromper o meu ser, a minha mente que já pouco me assiste nas feridas emocionais e físicas das quais não tenho cura para além infinito tempo que, de tão perfeito que é, me faz, a cada dia que passa uma mulher ainda mais imperfeita.
Devo retirar-me nos meus aposentos por temporais indeterminados visto que o meu ser actual incomoda aos demais e os agride incondicionalmente. Há que encontrar-me num retiro que nem eu mesma conheço. A caminhada me levará até ao perfeito imperfeito...
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