domingo, 7 de abril de 2013

Dúvidas

Será que sim, será que não. Será que ficou, será que foi. Será que está, será que se ausentou. Será que irá chover, será que fará sol. Será que é bom, será que é mau. Será que dói, será que não dói. Será que fere, será que cura. Será que é, será que não é.  Será que é felicidade, será que é infelicidade.  Será que é verdadeiro, será que é falso. Será que é profundo, será que é superficial. Será que tantas dúvidas serão mitos ou terão um fundo de razão? Provavelmente dúvidas haverá sempre...
Entre tanta chuva e sol nunca se saberá qual o melhor, talvez o sol já que é sempre tão cheio de luz mas se assim é porque chove tanto? Por ser preciso, até o céu necessita de chorar  e de limpar a alma, ficar mais leve. Sendo assim teria de haver um equilíbrio entre ambos, infelizmente acontece um constante desequilíbrio onde tanto se tem sol como chuva logo a seguir, tal como dois pólos opostos. Só que a dúvida persistirá sempre, a todos os minutos, segundos, a todo o instante sem qualquer intervalo de tempo.
Agora está um céu maravilhoso, limpo, azul, um sol brilhante, sem qualquer nuvem, mas isso é ao olhar de cada um porque não se saberá se por trás desse céu azul não haverá uma vontade tremenda de ficar todo nublado, esquisito, negro e sem qualquer tipo de brilho, uma tremenda vontade de chorar, sem tempo definido, sem estar aos olhos de tudo e todos, só aliviar a alma em segredo. Talvez depois tenha resposta a tanta indecisão, a tantos pensamentos, a tanta e tão pouca vida. Talvez depois de tanta procura, de tanta chuva, o tempo melhore e se abra de novo novamente com o seu brilho natural sem quaisquer máscaras.
Quem sabe se depois não terá as tão desejadas respostas a tantas hesitações, quem sabe se já saberá o que fazer, se já saberá se fará bem ou mal, quem sabe se deixará de ter dúvidas e passará a ter certezas do desconhecido...
Aqui ao som do vento que passa por mim sem aviso prévio e leva com ele cada pensamento indesejado dos mais variados seres tento tirar da cabeça o que teima em lá permanecer à tempo indeterminado. Tanto vento que poderia levar de mim o que não quer sair e me desse as soluções de que tanto anseio em tê-las para puder espelhá-las nas dúvidas que me atormentam e me traem pela noite fora...