Será que sim, será que não. Será que ficou, será que foi. Será que está, será que se ausentou. Será que irá chover, será que fará sol. Será que é bom, será que é mau. Será que dói, será que não dói. Será que fere, será que cura. Será que é, será que não é. Será que é felicidade, será que é infelicidade. Será que é verdadeiro, será que é falso. Será que é profundo, será que é superficial. Será que tantas dúvidas serão mitos ou terão um fundo de razão? Provavelmente dúvidas haverá sempre...
Entre tanta chuva e sol nunca se saberá qual o melhor, talvez o sol já que é sempre tão cheio de luz mas se assim é porque chove tanto? Por ser preciso, até o céu necessita de chorar e de limpar a alma, ficar mais leve. Sendo assim teria de haver um equilíbrio entre ambos, infelizmente acontece um constante desequilíbrio onde tanto se tem sol como chuva logo a seguir, tal como dois pólos opostos. Só que a dúvida persistirá sempre, a todos os minutos, segundos, a todo o instante sem qualquer intervalo de tempo.
Agora está um céu maravilhoso, limpo, azul, um sol brilhante, sem qualquer nuvem, mas isso é ao olhar de cada um porque não se saberá se por trás desse céu azul não haverá uma vontade tremenda de ficar todo nublado, esquisito, negro e sem qualquer tipo de brilho, uma tremenda vontade de chorar, sem tempo definido, sem estar aos olhos de tudo e todos, só aliviar a alma em segredo. Talvez depois tenha resposta a tanta indecisão, a tantos pensamentos, a tanta e tão pouca vida. Talvez depois de tanta procura, de tanta chuva, o tempo melhore e se abra de novo novamente com o seu brilho natural sem quaisquer máscaras.
Quem sabe se depois não terá as tão desejadas respostas a tantas hesitações, quem sabe se já saberá o que fazer, se já saberá se fará bem ou mal, quem sabe se deixará de ter dúvidas e passará a ter certezas do desconhecido...
Aqui ao som do vento que passa por mim sem aviso prévio e leva com ele cada pensamento indesejado dos mais variados seres tento tirar da cabeça o que teima em lá permanecer à tempo indeterminado. Tanto vento que poderia levar de mim o que não quer sair e me desse as soluções de que tanto anseio em tê-las para puder espelhá-las nas dúvidas que me atormentam e me traem pela noite fora...
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