quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Incógnita

O que se sonha acaba em pesadelo. O que se brinca depressa acaba num terrível acidente. O que se vê acaba por vezes em perda de tal. O que se sorri mais tarde acaba em lágrimas que escorrem constantemente entre soluços absurdos. O que se arrepende tão cedo não merece perdão. O que se sente nem sempre é o mais acertado. O que se menos queixa maior é a dor.
Quanto mais alto se sonha maior é a queda e por vezes há quedas maiores do que realmente sabemos. Definitivamente falar é o que de melhor se sabe fazer mas só estando dentro é que se diz verdadeiramente o que é. Por vezes mais vale fazer uma pausa e descer decentemente à realidade na qual nem sempre se encontra o que se espera e sim o contrário das expectativas e por mais que se tente mudar não dá... Está feito e nada poderá mudar seja o que for.
Por mais que tente mais cedo ou mais tarde tudo corre mal. Sempre que penso "é agora" o tempo só mostra que é mais tarde e por vezes chega a ser nunca. Para além de tudo agora ainda há mais alguém que decide não pensar e simplesmente agir. A única pessoa na qual confiava sem ter qualquer defeito a assinalar, provavelmente a única pessoa que já amei verdadeiramente ao ponto de tentar seguir em frente com algo que deveria ficar para trás e a verdade é que custa muito mais do que pensava. Por mais que tente conter as lágrimas parece que ainda vêm com mais e mais força até que escorrem para fora do rosto até caírem e secarem. Por mais que tente conter a enorme dor e aperto no peito mais forte é até se chega a pensar que ficaria sem ar e ali permaneceria, tanto que por vezes é menos doloroso receber uma facada nas costas. E por mais que tente não pensar é o único pensamento que me ocorre a toda a hora, a todos os minutos e segundos tanto que nem quero acreditar ou então pensar que tudo foi um pesadelo e irei acordar em breve e tudo estará bem só que mais tarde volto a cair na realidade e vejo que afinal tudo foi muito mais real do que quero. 
Questões e questões chegam constantemente à minha cabeça mas ninguém tem as respostas. São tantas que quase dou em doida e então passa a dor a ser física onde não existe nada que possa aliviar. De inúmeras perguntas há sempre aqueles momentos em que penso anular a minha decisão e voltar só que, não sei porquê nem o quê, impede-me que o faça e apesar que deveria voltar atrás seguindo o que sempre disse não é recuando que iria estar melhor mas assim também não estou bem. E por mais que mereça que não fale, que ignore, que esqueça entre outras não consigo e não sei porquê o que me irrita demasiado. Tenho infinitas interrogações e tantas outras coisas neste momento na minha mente que já não sei quem pensar. Talvez a vida seja mesmo assim um grande enigma e um enorme labirinto onde nunca se sabe qual o verdadeiro caminho a seguir onde por vezes nos perdemos sem saber se algum dia nos encontraremos. Sinto-me perdida...
Pela primeira vez escrevo na primeira pessoa talvez porque sentimentos e pensamentos não se conseguem codificar quando são verdadeiros...

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