quarta-feira, 15 de junho de 2011

Algo

Quem tudo que, tudo perde. Quem tudo aperta, tudo foge. Quem tudo visualiza, tudo cega. Quem tudo deseja, tudo abandona. Quem luta nem sempre vence, por vezes até perde muito mais do que ganha. O que hoje é bonito amanhã é feio. O que hoje é fantástico amanhã é horrível. O que hoje é rotina amanhã é confusão.
Tudo o que se possa ganhar mais tarde volta-se a perder até que depois cai numa prática de envolvimentos súbitos e que num próximo dia desaparece sem deixar algum rasto de vivência. Por mais tempo que passe, por mais sentidos que se tenha nada volta ao lugar e nada justifica.
Algo mais facilitado seria a sobrevivência de comuns e talvez a desgraça de inalterados mas só assim muitos dessas comuns seriam um ser perfeito no auge da sua grandeza e melhoramento de pequenos insignificantes que sé se têm a si mesmos e que percorrem este algo de maneira graciosa enquanto outros se reduzem a ficar por seus actos intoleráveis que nunca perderão.
Nunca se saberá a realidade de uma simples melodia tocada em noites de pureza e fidelidade, noites essas onde o lua brilha tão intensamente como o sol quando nasce logo pela manhã e enche as pequenas criaturas com o seu calor estonteante. Noites essas que purificam momentos de puro prazer em mentes de meio palmo com várias categorias de intensos desejos e reclamações.
Só que tudo isto se pode perder em poucos segundos e poderá reergue-se das profundezas mais sombrias ou então deixar o silêncio falar mais alto...

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