sexta-feira, 15 de abril de 2011

Confiança

Para quê confiar se desilude sempre? Para quê deixar entrar quando mais valia deixa a porta fechada?  Por mais explicações que haja nunca há uma correcta para cada caso. Nunca deveria ter entrado assim, nunca deveria ter deixado permanecer aquela pequena luz, deveria ter fechado por completo a porta.
De dia p'ra dia entende-se menos, de dia p'ra dia confunde-se mais e de dia p'ra dia deixa-se de acreditar... Acreditar esse que nunca deveria ter existo para mais tarde não haver desilusão nem arrependimento...
Dúvidas surgem por qualquer coisas, dúvidas que nem com o tempo passam, dúvidas que permanecem e corrompe uma vida inteira e por mais que se tente acreditar não dá, não se consegue talvez por palavras magoarem demais e a solução é só uma. Começar a fechar novamente essa porta que por engano se abriu demasiado e acabar com esse caminho já conquistado recomeçando um novo. Melhor assim... não há mais desilusões e arrependimentos...
Simplesmente a confusão não acaba e as dúvidas surgem cada vez mais e não há palavra em que se acredite, nem beijo, nem toque. Não há nada...
Nunca se deve depositar confiança em algo desconhecido porque mais tarde o arrependimento invade com tanta força que deita por terra tudo feito até à data... Foi tudo uma simples ilusão de óptima como tantas outras e as consequências foram tão inesperadas...
A confusão é tão controladora e tão devastadora, que já não se sabe no que acreditar ou melhor desconfia-se de tudo e não há possibilidades de acreditar em mais nada, só no que se viu e é aí que se toma a decisão de fechar a porta para sempre ou então fechá-la de forma a mais nada entrar nem sequer bater... É assim que deve permanecer essa porta, fechada e trancada sem oportunidade de se romper...
Começou, evoluiu, destroçou e agora acabou... Por muito ou pouco tempo? Não se sabe... Por agora terminou até à recuperação total... Será que haverá algum dia? Só o tempo o dirá...

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